Quase metade dos
lares portugueses têm um ou vários animais de estimação, o dobro da média
Europeia. E sabia que ter um gato faz bem à saúde? Acredite ou não, esse é um
facto provado pela ciência.
Ajudam a diminuir os
sinais de autismo – O autismo é uma doença caracterizada pela dificuldade de
interação social e comunicação com pessoas. Um livro publicado em 2014 conta a
história de Lorcan Dillan, um menino britânico de oito anos com autismo que
começou a falar e interagir depois da família adotar uma gata. Um estudo
publicado em 2012 tinha provado que incluir um animal de estimação no ambiente
familiar de crianças autistas pode ajudar a desenvolver aptidões sociais nas
crianças afetadas por esta perturbação. A investigação francesa, publicada na
revista PloS One, mostra que o contacto com animais de estimação pode ter um
efeito positivo e transformador nas crianças autistas.
Reduzem risco de
ataque cardíaco - Quem tem um felino em casa tem 30% menos risco de sofrer um
ataque cardíaco. Investigadores da Universidade de Minnesota, em Minneapolis,
acreditam que ter um felino em casa é relaxante e alivia o stress, um dos
principais fatores de risco dos problemas cardiovasculares.
Ajudam na
convalescença - Dois estudos demonstraram que os animais de estimação tem um
efeito significativo na sobrevivência a um ataque cardíaco. Os pacientes que
entravam no hospital com ataques cardíacos eram seguidos durante um ano. Os
investigadores descobriram que os pacientes que estavam vivos um ano depois
tinha grandes probabilidades de ser donos de um animal de estimação. Esses
doentes tinham oito vezes mais hipóteses de sobreviver do que os restantes
doentes.
Melhoram o sistema
imunitário - Os animais de estimação são incomparáveis companheiros de
brincadeira. Estão sempre prontos para receber mimos, dar um passeio ou
interagir connosco. Os animais de companhia melhoram o nosso estado de saúde
geral. As pessoas que tem cães ou gatos geralmente apresentam melhor saúde do
que aqueles que não têm. Está também provado que os que têm animais de
estimação visitam menos vezes o médico, conclui o estudo "Life Events and
the Use of Physician Services Among the Elderly: The Moderating Role of Pet
Ownership".
Combatem alergias -
Relacionar-se com animais de estimação, como cães e gatos, desde os primeiros
anos de vida ajuda a reduzir o risco de alergias a pêlos de animais. Um estudo
feito pela Universidade do Wisconsin, nos Estados Unidos, sustenta que aqueles
que conviveram com animais desde muito cedo desenvolvem uma menor probabilidade
de ter problemas alérgicos.
Melhoram a
auto-estima - Um estudo publicado no Journal of Personality and Social
Psychology mostra que o dono de um animal doméstico tem uma melhor auto-estima
do que quem não o tem. A extroversão, a diversão e a descontração são
características comuns nos donos de cães e gatos.
Afastam pensamentos
negativos - Ter um companheiro animal ajuda a lidar melhor com as más
experiências. Um inquérito publicado no Psychology Today mostra que os donos de
animais têm uma atitude menos negativa perante um problema. Por outro lado, os
animais ajudam-nos a lidar com a ciclicidade da vida: o nascimento, o
desenvolvimento e a morte.
Baixam a tensão
arterial - Um estudo científico publicado no The Journal of Nervous and Mental
Disease, conduzido em adultos saudáveis, crianças saudáveis e adultos com
elevada tensão arterial, mostrou que estar na presença de um cão ou acarinhar
um gato pode ter efeitos bastante positivos no controlo da tensão arterial.
Reduzem a solidão -
Muitas pessoas acabam por encontrar nos animais de estimação, em especial nos
gatos, uma campanhia para o seu dia a dia. Segundo dados da Operação Censos
Sénior 2015, da Guarda Nacional Republicana, existem quase 40 mil idosos
sozinhos ou isolados em Portugal.
Diminuem a ansiedade
- Acarinhar um gato pode reduzir os indicadores de stress ao nível
cardiovascular, comportamental e psicológico. Por exemplo, descobriu-se que,
observar um peixe num aquário ou um gato a passear é tão eficaz em diminuir a
ansiedade como uma consulta de hipnose. O estudo da Universidade da Pensilvânia
foi publicado no American Journal of Clinical Hypnosis.





